Creio que se o texto não estivesse na versão "portuguesa, com certeza", ele não seria tão genial. (In)felizmente, a única versão do texto em português foi publicada em Portugal, pela lendária coleção "Rei Lagarto". Caso alguma leitora de www.murilix.org queira se manifestar sobre o conteúdo do texto, favor enviar um e-mail com seus comentários, que serão listados logo abaixo do texto. O anonimato é aconselhável e garantido, para que www.murilix.org não se torne "lavação de roupa suja". Os comentários já enviados estão aqui.
Quando o Charles era pequeno via-o freqüentemente correr para o pai gritando de alegria: "Pai! Pai! Sabes o que me aconteceu hoje?" E, muitas vezes me perguntei se o pai estaria a ouvir sequer. "Hum, hum", dizia ele, ou então: "Como estás rapaz, está bem?" E seguia. Observei o meu rapaz mudar progressivamente de atitude para com um pai tão pouco caloroso. Anos mais tarde limitava-se a um "Olá!" e quando se tornou um músico "in", então lançava-lhe apenas um "Hei!" Apesar de não ter consciência disso, continuava a precisar de encontrar um pai. Quando conheceu o pai do Buddy na casa do Collette, depois de um ensaio, ficou profundamente emocionado e cheio de inveja. Um tal à-vontade e uma tal amizade transcorria entre o pai e o filho, e Charles admirava-os tanto, que pensou que, se quisesse saber qualquer coisa da vida, dirigir-se-ia ao Pop Collette e nunca ao Pai Mingus.
Certo dia Pop Collette perguntou-lhe: "Charles, estás um belo rapaz. Tens dinheiro?" "Ainda não!", disse Charles envergonhado. "Não me tocou nada, ainda."
"Ora um belo rapaz como tu, deve poder arranjar algum, sacando às garotas que conheceu na secundária. Todas têm um ou dois dólares para livros, ou uns trocos para os doces. Os papás e as mamãs dão-lhes algum. Tens de aprender a convencê-las a largarem o bago para ti."
Charles nunca tinha ouvido uma tal conversa antes, ou por outra, nunca nenhum adulto sequer lhe dirigira a palavra, apesar de andar pelos dezoito anos. O pai nunca lhe dissera nada, e era muito lisonjeiro que o pai de Buddy o tratasse como um homem. Charles começou a freqüentar a casa dosCollette e, o aparentemente jovem pai, dava umas lições à rapaziada na arte do amor.
Disse-lhes que o sexo era uma coisa importante e não uma porcaria. "Não se gastem enquanto são novos", dizia. "Não se masturbem. Controlem-se. Aprendam coisas sobre as raparigas. É uma chatice se se anda toda a vida com elas a enganar-nos. Ouçam-nas bem e vereis que elas precisam disso mais do que vocês precisam delas. Está é que é a verdadeira arte do amor entre o homem e a mulher. Elas pagam pra conseguir um homem que as entenda, porque a maior parte dos tipos pensa que elas não gostam das doçuras que ele gosta e pensam que elas julgam que eles lhe querem fazer umas porcarias. Por isso, quando depois de muito duro penar, ela se decide, ele trata-a como uma máquina, uma máquina de ejaculação. Nem sequer a acaricia, quando acaba. Uma vez, um velhote contou-me essa história. Disse ele: "Se fizeres o que te digo, qualquer mulher que toques há de voltar à tua mão, para comer mais doces que lhe queiras dar e sempre te dirá: nunca me tinham feito coisa tão boa em toda a vida." Isto é o que o velhote dizia e eu devia pagar-lhe pelo conselho. E espero que um dia, vocês entrem por aqui dentro e me digam: "Era isso mesmo Collette", e nessa altura, hão-de dar algum por isto e hão-de dizer: "Collette, tu é que tinhas razão." "O que o velhote me ensinou e que serve para todos os que não tenham um talento natural para foder, foram uma série de regras práticas: Beija-a. Faz umas marmeladas com ela. Depois mete o chupa-chupa, mas só a cabeça. Depois vai esfregando sem pressas, a coisa dela, acima e abaixo, até ao clitóris, metendo e tirando, à volta e tal e coisa, até que ela começa a ficar mais receptiva. Entretem-te nisto o tempo que for preciso, em beijos, marmeladas, sugando-lhe as mamas e trabalhando-lhe a cona com os dedos, até que ela, sem poder mais, começe a pedir-te o que tu tens para lhe dar. Mas tu não entras a matar. Metes a cabeça, devagar e pronto." Um adulto, a dizer estas coisas, era uma coisa um bocado esquisita. Charles estava muito corado e o Buddy sorria, já sabia a história de cor. Ele e Charles haveriam de discutir muito estas lições, quando se tornaram homens feitos. Pop continuou: "E depois de estar bem humedecido e macio, os lençois já molhados e tudo, não se atirem com a fúria que os brancos aplicam. Uma foda à antiga. A melhor posição que o velhote conhecia, era deitado de lado com ela deitada de costas, porque ele era tipo grande. Ela morre por ti, mas tu vais-lhe dando devagar, normalmente. Mete-o fundo, um bocadinho, para que ela fique a saber o que a espera mas, se ela começar a fazer-se a tudo, volta para a entrada, para a borda dos lábios. E, de repente mete-o a fundo, bem teso, bem firme, enchendo-a toda. Depois, tira-o quase todo. Brinca. Vai-te movimentando devagar, para trás e para frente, tão devagar que quase não se sinta. Vai tornando os músculos, alternadamenete tensos e descontraídos. Ela tem uma sensação de palpitação. Começa a querer tudo, outra vez. Retira-te. Quando ela insiste e se vira para se deitar de costas, mete-o todo, o mais possível, retira e mete outra vez fundo, fica imóvel, depois de o teres metido. Detém-te, bem teso, e túrgido, e depois vai saindo lentamente. Desta vez, deixa que ele to vá apanhando, seguindo-te na saída - porque ela há de querer que ele fique lá dentro. E agora ela vai começar a pedir-te para lhe fazeres outra vez o mesmo. Não lho dês. Põe te na marmelada. Se é a primeira vez que a tratam assim, vai desatar a gritar, excitada, pedindo mais. E então - quando tu quiseres - faz o que ela quer com força e fundo. Mete-o e mantem-no lá completamente duro. Beija-a e segura-a na tua verga. Afasta-a e finge que lho vais tirar. Se nesta altura ela não te agarrar ao teu pescoço a pedir por tudo que a fodas como tu sabes, então dou-te um desses Cadillacs que estão lá fora, parados... E tu, Charles já sabes, experimenta quando arranjares uma garota. Hás-de ver a reação dela. E vais ver se ela não vai te dizer: "Charles nunca me tinham feito nada de tão bom na vida!" E verás se não me ficas a dever cinqüenta ou cem dólares pela lição." suplemento literário | cinema | música | ensine-se servo-croata | harmony row
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